quarta-feira, 26 de março de 2008

PERDIDO EM TERRAS PERUANAS

Tomar chá de coca, enfrentar dois protestos nas ruas, testemunhar o casamento de um desconhecido, gravar escondido imagens em locais proibidos são algumas situações que eu não esperava passar numa viagem solitária sem equipe de filmagem ao Peru. Mas logo no vôo de ida, o passageiro ao lado percebeu as câmeras fotográficas e de vídeo no meu colo, não conteve a curiosidade: “Está de férias, ou viaja a trabalho?”.

Respondo que estou de férias, mas pretendia aproveitar para produzir uma reportagem em terras peruanas. O vizinho então engata a conversa: “é sobre o que a notícia? Machu Picchu?”.
Minha primeira reação seria dizer que “ecologia” era o tema do programa de televisão que eu trabalho. Mas a pergunta daquele cidadão foi como um sopro de lucidez que me despertou para um detalhe quase oculto. Então respondi com convicção: “É sobre a natureza humana, meu amigo”.

À medida que eu me informava sobre a história do país, sobre os espanhóis que dizimaram a cultura milenar dos incas no período colonial, e varreram da existência cidades inteiras até deixar ruínas, fui aos poucos me convencendo que eu estava certo. A reportagem que eu estava produzindo não era apenas para mostrar as curiosidades do Peru, mas também sobre como as pessoas naquela época ao odiarem seus semelhantes, eram capazes de ignorar a própria humanidade. É por isso que sabemos muito pouco dos primeiros habitantes do continente. Mas é importante mostrar também que não são econômicos os esforços das autoridades para tentar resgatar a história, e preservar o que restou.

Para assistir a primeira parte da reportagem, clique no endereço abaixo:

http://youtube.com/watch?v=W_Tm7BgTIks


LIMA

Na capital Lima, o distrito de Miraflores é um dos mais visitados pelos turistas por causa da modernidade, das ruas repletas de restaurantes, cybercafés e lojas chamativas. Mas bem ali o que restou do templo inca de Huacas Pucllana, sobrevive isolado em meio a prédios residenciais e complexos comerciais, vale a pena uma visita a pé pelo sítio arqueológico.
O espírito de turista se dissipou quando cheguei na Plaza Mayor, o principal ponto de referência de Lima. Lá estão o Palácio do Governo, e a Catedral onde estava sendo realizado um casamento, onde fui confundido com o cinegrafista contratado para registrar a cerimônia. Aproveitei para gravar algumas imagens antes de alguém me expulsar da festa.

Bem perto da Catedral fica o Monastério de San Francisco, uma visitação obrigatória para conhecer a riqueza da arte sacra peruana, mas também as catacumbas onde estão as ossadas de mais de 70 mil pessoas. Para minha tristeza um aviso bem grande alertava: “É proibido fotografar e filmar!”. A direção teme o tráfico desse tipo de arte, o que é válido. Mas quanto à sinistra cripta subterrânea pensei: “Quem iria roubar esqueletos de pessoas enterradas sem nenhum registro há mais de 100 anos?”. Então o jeito era gravar escondido, aproveitei o grupo de turistas que bombardeava a pobre guia com perguntas de vestibular, e durante a distração dela gravava a imagem das ossadas.

No fim do tour pelo Monastério, o sorriso cínico da guia dizia: “já percebi que você está filmando, mas vou fazer vista grossa”.

Se um dia me perguntarem o que me chamou mais atenção nessa cidade, vou responder que foram as buzinas. Lá se buzina para tudo, para qualquer coisa. Para mulher bonita, para chamar atenção, para avisar o carro da frente que o semáforo vai abrir, abriu, ou está demorando demais para abrir! No caso dos táxis qualquer pedestre, ou um poste parado na frente é um potencial passageiro, então lá vai buzina!


CUSCO ou CUZCO para quem preferir!

No dia seguinte parti para Cusco. Para muitos turistas é uma parada estratégica até Machu Picchu, eu também achava isso, o que é um erro. Afinal, a cidade tem muito que mostrar. A primeira impressão é como visitar nossa Ouro Preto em Minas Gerais, por causa das antigas construções e igrejas em estilo barroco.

Mas Cusco tem uma personalidade única, é a cidade mais peruana e, ao mesmo tempo num paradoxo, a menos peruana de todas. Nenhum outro município do país tem uma arquitetura tão bem preservada que reúne os traços das duas culturas que formaram o Peru: os espanhóis e os incas.

No check-in do hotel, a recepcionista me recebe com simpatia, e um copo com um líquido estranho. Ela diz que é chá de coca! A primeira impressão é de desconfiança. Afinal se trata da matéria-prima para uma das drogas mais perigosas e proibidas do mundo. Mas ao contrário do que parece, o chá é um antigo costume dos indígenas que há mais de mil anos eles mascam as folhas de coca, ou fazem um chá para espantar os maus espíritos das plantações. Tomar o chá não significa que a pessoa vá ficar doidona, na verdade ele provoca uma reação metabólica que aumenta a resistência do corpo, o que é ótimo quando se chega a uma cidade localizada a 3400 metros de altitude.

Ah, e para quem quiser saber, o chá tem gosto de chá verde japonês, ou seja, não tem sabor, e tem um efeito parecido com as bebidas energéticas.

Se você gosta de compras meu amigo, seu lugar é Cusco! Pechinchar é uma obrigação! Ao adquirir qualquer produto, seja uma peça de artesanato, seja uma manta de alpaca, não vá aceitando a primeira oferta do comerciante. Como a concorrência é grande no comércio, se faz de tudo para não perder o cliente, os descontos chegam a 50% e quem sai ganhando é o turista.
Dizem que o Peru é um dos países mais baratos da América do Sul, e é verdade, o transporte é um bom exemplo.

Os táxis correspondem a 80% da frota de carros de Cusco. Com 8 soles peruanos, o que corresponde a mais ou menos R$ 4,70 é possível dar uma volta por toda a cidade. Em São Paulo você pagaria no mínimo pela mesma corrida 10 vezes mais. O carrinho preferido dos taxistas é um modelo coreano conhecido como “TICO”. Eles estão por todos os cantos, e tem capacidade para 5 passageiros, mas o carro é bem menor que um Fusca!

A Plaza de Armas é o local mais conhecido da cidade. Antes era chamada de Praça do Guerreiro, onde os incas comemoravam as vitórias militares. Lá está a imponente Catedral de Cusco erguida sobre as fundações de um templo inca em 1556. A obra foi finalizada mais de um século depois, em 1669.

Uma vez em Cusco não se deve deixar de conhecer os sítios arqueológicos. “Saqsayhuaman” é o maior, e o mais próximo da cidade. Os especialistas dizem que servia como uma fortaleza. Foi feito com blocos de pedra que pesam mais de 300 toneladas, mas apenas 20% da obra original resistiu aos espanhóis que utilizaram as rochas para construir Cusco no estilo europeu.

Não utilizar protetor solar é quase um suicídio. Assim como a altitude, o nível de radiação é extremamente elevado. Ignorar o aviso por apenas um dia, foi o suficiente para eu sentir ardência no rosto. Por falar em clima, tratei de consultar a previsão do tempo em uma das inúmeras lan houses de Cusco. A informação é que o tempo iria fechar no dia seguinte, data da visita a Machu Picchu. O que economizei no artesanato, gastei na compra de mais agasalhos, luvas, e capa de chuva. Uma coisa é certa: eu estava preparado para conhecer a cidade perdida dos incas em qualquer condição.

Para assistir a reportagem de Cusco, clique no endereço abaixo:

http://youtube.com/watch?v=Qbm_67Roc0I


MACHU PICHU

Para os aventureiros a forma tradicional de conhecer Machu Picchu é pegando a famosa “Trilha Inca”. Uma caminhada que dura em média 4 dias. Mas a maneira mais procurada é o trem. O primeiro sai às 6 horas da manhã. Isso significa que a alvorada foi às 4... dureza para quem está de férias, mas animador se lembrar que você está prestes a conhecer uma maravilha do mundo.
A viagem de 112 quilômetros até a estação de Águas Calientes dura em média uma hora e meia. No percurso noto que o sol está aos poucos ficando mais radiante e a temperatura elevando. Tiro os novos agasalhos como se descascasse uma cebola. E ao contrário do que dizia a previsão do tempo, o céu estava completamente sem nuvens, o que vai garantir boas imagens para a reportagem.

Em Águas Calientes é preciso pegar um ônibus que leva até o ponto mais alto do morro onde estão as ruínas.

Preocupada com a preservação, a direção do parque arqueológico limitou a entrada para 400 visitantes por dia. Ao passar pela entrada principal os primeiros sinais da cidade perdida começam a aparecer como um espetáculo de efeitos especiais.

Não é raro você perceber pessoas que choram emocionadas com o lugar. A cidade construída no topo da montanha faz parte do mistério que envolve a cultura inca, é cheia de labirintos, ruas e escadarias que parecem não ter fim. Inúmeros também são os enigmas, afinal como Machu Picchu foi construída? Como os incas levaram tantas pedras
para lá? Para que servia? Por que foi abandonada?

São tantas as perguntas para um tesouro histórico que só foi descoberto por acaso pelo aventureiro americano Hiram Bingham em 1911. Os colonizadores espanhóis nem sabiam da existência da cidade, por isso pelo menos aqui nenhuma gota de sangue foi derramada a esmo.
E uma coisa é certa, o mais cético das pessoas não pode negar. Ver Machu Picchu com os próprios olhos é uma experiência extraordinária, fascinante, e mística.

Para assistir ao último bloco do programa, clique no endereço abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=ktBnD9tNfq0

terça-feira, 25 de março de 2008

AVENTURA NO PERU

O Diário Ecologia que vai ao ar no dia 12 de abril de 2008, vai mostrar a aventura solitária de nosso repórter perdido no PERU. Uma terra mística e cheia de curiosidades históricas.

Nesse blog, você acompanha passo a passo os caminhos percorridos, as dicas de viagem, e principalmente os detalhes que nao fazem parte da reportagem.

terça-feira, 4 de março de 2008

Expedição Veliger - parte 3/3

Um lugar distante de tudo e de todos... Assim é a Ilha das Couves, como é possível viver isolado num lugar desses? Era o que nossa equipe queria descobrir quando soubemos que um homem vivia ali sozinho.

No pequeno barco de alumínio da USP, eu, o repórter-cinematográfico Wilson Montanha, e o biólogo Sérgio Teixeira de Castro enfrentamos as ondas até chegar na única e pequena praia da ilha rochosa.

Na areia, restos enferrujados de um antigo guindaste lembravam ruínas de tanques de guerra, e armamentos da Segunda Guerra Mundial esquecidos nas ilhas do Pacífico.

Duas pequenas casas de madeira bem de frente à praia, e as galinhas soltas, sinalizavam que ali realmente morava alguém... Mas para a nossa surpresa, o local estava vazio. Talvez o tal morador tenha ido fazer compras no continente...

Sem mais o que fazer além de garantir boas imagens da praia, de repente um momento de dor... Parecia que eu havia enfiado o pé numa ponta de faca... Mancando e com a sola do pé esquerdo sangrando sem saber o motivo. Sentei no único banco dispónível na frente da moradia, e percebi que havia pisado numa grande espinha de peixe que atravessou o solado do chinelo e atingiu meu pé. O biólogo acredita se tratar de uma espinha de bagre, mas seja qual for a espécie, a verdade é que doeu muito. O momento foi registrado por nossa camera e faz parte da reportagem.

De volta ao Veliger II, é hora de se despedir da ilha...

Mas ainda não era o fim de nossa expedição...

Encontramos com pelo menos 20 barcos de pesca atracados num único ponto. Era sinal de que naquele local o mar estava pra peixe... e muito! A pescaria era de peixe-espada, um belíssimo animal prateado, e com o comprimento do corpo que realmente lembra um armamento medieval. A pesca ali era da maneira tradicional, com anzol e linha. A tripulação de nosso barco resolveu também participar da festa e pescamos pelo menos uns 50 peixes. Não para pesquisas científicas, mas sim para matar a nossa própria fome!

Isso foi possível graças a Odair Soares de Abreu, o super talentoso cozinheiro do barco da USP, que tratou de limpar o peixe ali mesmo, e preparar um belo aperitivo com direito a limão fatiado!

Foi uma bela maneira de terminar uma expedição em alto mar. Os animais coletados nessa viagem fazem parte agora do aquário do Museu do Instituto Oceanográfico da USP, que fica no campus da universidade na capital.

Mais informações no site do Instituto:

http://www.io.usp.br/



Até a próxima aventura!

Abraços

William Tanida
repórter/ editor-executivo Diário Ecologia

segunda-feira, 3 de março de 2008

Expedição Veliger - parte 2/3

Os animais invertebrados como: pepino do mar, estrelas, são coletados durante o mergulho. Mas os peixes, são na base da pescaria tradicional com anzol e linha. Foi assim que começou o nosso segundo dia de expedição em alto mar. A pesca rendeu bastante, afinal era só atirar a isca que o peixe beliscava.

Mesmo assim, ainda faltavam mais invertebrados para a coleção da USP...

Todos cairam na água novamente para um mergulho de 15 metros de profundidade na costa da Ilha das Couves... A aventura começou interessante: encontramos com algumas espécies esquisitas como o peixe-lagarto que se esconde no fundo do mar, e o linguado também. Dar de cara com uma rede de pesca abandonada também foi uma surpresa que enriqueceu a reportagem... e foi nesse momento que a história deu uma reviravolta...

Dependendo da pessoa, um cilindro de ar tem capacidade para mais de uma hora de mergulho. O meu estava bem cheio, e chequei antes de cair na água...

O problema é que depois de 10 minutos de mergulho, comecei a sentir que o ar estava mais difícil de puxar... Olhei para meu regulador, e marcava "ZERO", ou seja, estava VAZIO!!!

Procurei não me desesperar, fui até o biólogo que era meu parceiro de mergulho (nota: um mergulho no mar só se faz em duplas), e sinalizei que estava SEM AR!! Ele demorou para entender, tanto que continuou o trabalho de coleta. Foi aí que comecei a ficar AZUL sem ar!!!
E puxei o tubo de oxigênio reserva dele (o octopuss). Foi aí que ele percebeu meu problema.

Subimos para a superfície e misteriosamente meu cilindro estava com o registro FECHADO!!! Como isso era possível?? Eu não poderia ter ficado lá embaixo mais de 10 minutos sem ar, se eu tivesse caído no mar com ele já fechado! E muito menos alguém poderia ter fechado meu registro já que estava sempre atrás do restante da equipe. Será que alguém aí teria uma resposta?...

Voltamos às profundezas, quando começamos a entender por que a Ilha das Couves é conhecida também pelas fortes correntezas. Por maior que fosse o esforço com os braços e as pernas, era difícil sair do lugar. Percebemos que era hora de encerrar a exploração...

Depois do mergulho foi a vez de uma espinha de peixe entrar nessa aventura, ou melhor, no meu pé... o esquerdo por sinal... devo ter acordado em cima dele. Só assim justifica tanto azar.



Quer saber mais? Aguarde o último capítulo...

domingo, 2 de março de 2008

Expedição Veliger - parte 1/3

Quem assiste um programa que tem como tema principal a natureza, provavelmente não imagina que por causa justamente dela, é um desafio para a produção, e para a equipe de reportagem.

Explico: o mau tempo, temporais, ventanias... são apenas pequenos exemplos do que poderiam prejudicar a produção de um especial sobre uma expedição científica em alto-mar.

Já ouvi comentários dizendo que a vida do repórter é muito boa, que a equipe viaja muito, conhece vários locais interessantes... Mas é exatamente para derrubar esse "mito" que a nossa produção decidiu mostrar os bastidores dessa produção jornalística batizada de "Expedição Veliger". Veliger II é o nome do barco do Instituto Oceanográfico da USP, e foi a nossa "casa" durante a viagem pelo litoral de Ubatuba, nos dias 12, 13 e 14 de fevereiro.

A idéia inicial era acompanhar os trabalhos do biólogo Sérgio Teixeira de Castro. Ele é o chefe do Museu Oceanográfico da USP, e precisa a cada semestre realizar coletas em alto-mar para os aquários da universidade na capital.

O Diário Ecologia contou dessa vez com dois profissionais de imagem: os repórteres-cinematográficos Wilson Montanha, e Focion Ishii. Eles foram orientados a gravar tudo, como um "reality show", registrar os momentos de alegria, mas também de tensão, e olha que isso passamos várias vezes durante os três dias de viagem, basta dizer que eu fiquei de repente sem ar no cilindro à 15 metros de profundidade durante um mergulho... essa história com detalhes eu conto mais para frente.

A previsão do tempo não era a nosso favor, mas resolvemos partir assim mesmo. Nosso destino era a Ilha das Couves em Ubatuba/SP, situada a 24 quilômetros do continente, e conhecida pela riqueza da biodiversidade marinha...

O primeiro dos dois mergulhos programados para este dia foi quase perfeito. Encontramos com inúmeras espécies curiosas, como o raro peixe-morcego. O estranho que ele é um peixe que tem patas.

Quando a bateria da camera subaquática acabou, nós ainda tínhamos bastante ar no cilindro... Mas para nossa tristeza, deixamos de registrar uma cena intrigante: encontramos no fundo do mar centenas de vasos de cerâmica em forma de cilindro. Lembram muito aqueles tonéis de leite nas fazendas. Todas as peças estavam bastante cobertas por vegetação marinha, corais. Isso sinalizava que estavam ali há muitos anos.

No momento cheguei a pensar: será de origem fenícia? Isso por que arqueologistas já encontraram vasos e anforas dessa origem na baia de Guanabara no Rio de Janeiro. O material está em exposição no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista. Pode conferir!

http://www.museunacional.ufrj.br/

Mas a especulação foi por água abaixo, quando perbermos que por baixo de cada um dos vasos havia uma camada de chumbo, bem pesada, e bem MODERNA por sinal. O biólogo concluiu que possivelmente as peças serviam como armadilhas para polvos, e foram esquecidas naquele ponto. Não foi essa vez que nos consagramos como Indiana Jones dos mares.

Após um por do sol espetacular em alto mar, não via a hora para cair na água novamente para o mergulho noturno. Explorar as profundezas de noite é uma experiência fascinante, por que boa parte da vida marinha desperta para se alimentar nesse período do dia...

O problema é que uma fortíssima dor de cabeça que começou bem discreta no mergulho anterior resolveu me atacar pra valer. Tive que abortar o mergulho noturno, mas o biólogo Sérgio Teixeira de Castro, e o cinegrafista Focion Ishii, seguiram adiante, e trouxeram algumas curiosidades como o Baiacu, um peixe que infla ao se sentir ameaçado, e é muito apreciado na culinária oriental. O problema é que você precisa saber prepara-lo muito bem, e tirar com muito cuidado as glândulas venenosas do peixe que podem matar uma pessoa. Ainda bem que não curto muito sashimi...

Esse foi nosso primeiro dia...