Os animais invertebrados como: pepino do mar, estrelas, são coletados durante o mergulho. Mas os peixes, são na base da pescaria tradicional com anzol e linha. Foi assim que começou o nosso segundo dia de expedição em alto mar. A pesca rendeu bastante, afinal era só atirar a isca que o peixe beliscava.
Mesmo assim, ainda faltavam mais invertebrados para a coleção da USP...
Todos cairam na água novamente para um mergulho de 15 metros de profundidade na costa da Ilha das Couves... A aventura começou interessante: encontramos com algumas espécies esquisitas como o peixe-lagarto que se esconde no fundo do mar, e o linguado também. Dar de cara com uma rede de pesca abandonada também foi uma surpresa que enriqueceu a reportagem... e foi nesse momento que a história deu uma reviravolta...
Dependendo da pessoa, um cilindro de ar tem capacidade para mais de uma hora de mergulho. O meu estava bem cheio, e chequei antes de cair na água...
O problema é que depois de 10 minutos de mergulho, comecei a sentir que o ar estava mais difícil de puxar... Olhei para meu regulador, e marcava "ZERO", ou seja, estava VAZIO!!!
Procurei não me desesperar, fui até o biólogo que era meu parceiro de mergulho (nota: um mergulho no mar só se faz em duplas), e sinalizei que estava SEM AR!! Ele demorou para entender, tanto que continuou o trabalho de coleta. Foi aí que comecei a ficar AZUL sem ar!!!
E puxei o tubo de oxigênio reserva dele (o octopuss). Foi aí que ele percebeu meu problema.
Subimos para a superfície e misteriosamente meu cilindro estava com o registro FECHADO!!! Como isso era possível?? Eu não poderia ter ficado lá embaixo mais de 10 minutos sem ar, se eu tivesse caído no mar com ele já fechado! E muito menos alguém poderia ter fechado meu registro já que estava sempre atrás do restante da equipe. Será que alguém aí teria uma resposta?...
Voltamos às profundezas, quando começamos a entender por que a Ilha das Couves é conhecida também pelas fortes correntezas. Por maior que fosse o esforço com os braços e as pernas, era difícil sair do lugar. Percebemos que era hora de encerrar a exploração...
Depois do mergulho foi a vez de uma espinha de peixe entrar nessa aventura, ou melhor, no meu pé... o esquerdo por sinal... devo ter acordado em cima dele. Só assim justifica tanto azar.
Quer saber mais? Aguarde o último capítulo...
segunda-feira, 3 de março de 2008
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