Um lugar distante de tudo e de todos... Assim é a Ilha das Couves, como é possível viver isolado num lugar desses? Era o que nossa equipe queria descobrir quando soubemos que um homem vivia ali sozinho.
No pequeno barco de alumínio da USP, eu, o repórter-cinematográfico Wilson Montanha, e o biólogo Sérgio Teixeira de Castro enfrentamos as ondas até chegar na única e pequena praia da ilha rochosa.
Na areia, restos enferrujados de um antigo guindaste lembravam ruínas de tanques de guerra, e armamentos da Segunda Guerra Mundial esquecidos nas ilhas do Pacífico.
Duas pequenas casas de madeira bem de frente à praia, e as galinhas soltas, sinalizavam que ali realmente morava alguém... Mas para a nossa surpresa, o local estava vazio. Talvez o tal morador tenha ido fazer compras no continente...
Sem mais o que fazer além de garantir boas imagens da praia, de repente um momento de dor... Parecia que eu havia enfiado o pé numa ponta de faca... Mancando e com a sola do pé esquerdo sangrando sem saber o motivo. Sentei no único banco dispónível na frente da moradia, e percebi que havia pisado numa grande espinha de peixe que atravessou o solado do chinelo e atingiu meu pé. O biólogo acredita se tratar de uma espinha de bagre, mas seja qual for a espécie, a verdade é que doeu muito. O momento foi registrado por nossa camera e faz parte da reportagem.
De volta ao Veliger II, é hora de se despedir da ilha...
Mas ainda não era o fim de nossa expedição...
Encontramos com pelo menos 20 barcos de pesca atracados num único ponto. Era sinal de que naquele local o mar estava pra peixe... e muito! A pescaria era de peixe-espada, um belíssimo animal prateado, e com o comprimento do corpo que realmente lembra um armamento medieval. A pesca ali era da maneira tradicional, com anzol e linha. A tripulação de nosso barco resolveu também participar da festa e pescamos pelo menos uns 50 peixes. Não para pesquisas científicas, mas sim para matar a nossa própria fome!
Isso foi possível graças a Odair Soares de Abreu, o super talentoso cozinheiro do barco da USP, que tratou de limpar o peixe ali mesmo, e preparar um belo aperitivo com direito a limão fatiado!
Foi uma bela maneira de terminar uma expedição em alto mar. Os animais coletados nessa viagem fazem parte agora do aquário do Museu do Instituto Oceanográfico da USP, que fica no campus da universidade na capital.
Mais informações no site do Instituto:
http://www.io.usp.br/
Até a próxima aventura!
Abraços
William Tanida
repórter/ editor-executivo Diário Ecologia
terça-feira, 4 de março de 2008
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Um comentário:
Vi as fotos e já achei lindo, pessoalmente deve ser simplesmente mágico.
Mas entrar num casamento de penetra? Que feio, rs
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